Paula Gago @ 22:08

Sab, 20/08/11

OS PECADOS DA LÍNGUA E O DEVER DE REFREÁ-LA.

Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.

Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. 

Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem também lhes dirigimos o corpo inteiro.

Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro.

Assim, também a língua, pequeno ógão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!

Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chama toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chama pelo inferno.

Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero.

Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.

De uma só boca procede bênção e maldição. 

Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim.

Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?

Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.

Tiago-3 de 1 a 12.


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